Em um belo dia eu me acordo em meio a sentimentos e confusões mentais que perpetuam a minha irrealidade
viver em um mundo imaginário nunca foi tão bom e acordar foi como desejar que alguém revirasse o meu interior em busca do perdido ou do que uma vez constituía todo o meu ser
Encontro vivendo dentro de mim então um ser estranho de força e estatura comparáveis aos gigantes que há bilhões habitaram essa terra em que persisto todos os dias da minha não-existência
esse ser rugi com dentes afiados e segredos escondidos em seus olhos reluzentes de diamante
ele me corroí, a minha pele se derrete quando o ácido finalmente atinge a última camada de minha sanidade pré-datada e um brilho intenso cega a todos que presenciaram um dia o físico do meu corpo
A minha existência então passa a ser o real, o meu real que se faz o meu reinado
Brilho que cega a todos, impenetrável magia do meu ser que prevalecerá até que o meu retorno aos inespaços do universo seja convocado