Canção do cais Estoril, Portugal
Postado em 20 de novembro de 2017 / 564

 

O mar trouxe-me notícias

 

Vindas da terra de lá

 

Escreveu-me doce carta

 

pra me fazer chorar

 

o meu amado marinheiro

 

qu’ ainda não voltou do mar.

 

 

 

Contou-me das aventuras

 

que teve de encarar.

 

Não teve monstro ou besta

 

mas tormentas a enfrentar

 

As tempestades duradouras

 

prendem-no longe do seu lar.

 

 

 

Esperando seu retorno,

 

ver seu navio aproximar

 

aguardo o amado no porto

 

vendo cada onda dançar

 

chegam cartas, mil notícias

 

mas nada dele chegar

 

 

 

Pescadores se espantam

 

de muito me encontrar

 

sentada no cais vazio

 

querendo ver atravessar

 

tanto sal e água, tanta onda,

 

o navio que vem de lá

 

 

 

Meu querido marinheiro

 

como sabe demorar!

 

As ondas que o levaram

 

não o querem me entregar

 

com o navio, foi-se embora

 

para nunca mais voltar

 

 

 

Queria ter ido ao seu lado

 

pra além das terras de lá

 

mais me entristecem as cartas

 

que muito fazem recordar

 

o amado marinheiro

 

que se perdeu no mar.

 

liliquinha

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