Um espaço de paz
belezas naturais
e brisas agradáveis
no meio do caos urbano
de Belo Horizonte.
Muitos momentos belos
e noites de boemia
eu vivi aqui.
O beijos mais importante de minha vida.
O primeiro
de muitos outros beijos
intensos e cheios de pavor.
Quando deixamos
que nossos lábios se tocassem,
quando me rendi,
depois daquela viagem,
não concebíamos que,
naquele banco,
divinamente reservado,
sob flores roxas e brancas,
nasceria o mais atípico e desconhecido
sentimento.
Logo nesta praça,
onde tantos amores eu tinha provado,
e todos, ali mesmo, já tinham se acabado.
Pelo tédio, pela ilusão.
Nesta praça eu ri e chorei.
Passei tardes proibidas.
Fumei horas a fio,
vendo gente passar,
Remoendo angústias,
observando as árvores e o céu
dançarem.
Nesta praça,
tão bela e marcante,
como em tantas outras praças do mundo,
homens descansam em seus horários de almoço.
Uns, de tão cansados,
se deitam nos bancos
e adormecem,
em pleno sol de meio dia.
Mulheres devaneiam,
em suas mentes loucas.
Pessoas passam,
apressadas.
Mendigos pedem
esmola e atenção.
Jovens cantam,
amam e tocam violão.
Vendem sua poesia,
seu sentimento,
a qualquer preço,
para terem um trocado
para comprar cigarro
e terem mais dores
para vender depois.
E muitos
só estão esperando.
Esperando alguém.
Esperando algo.
Esperando a vida passar,
o tempo passar,
a ânsia passar.
Esperando o amor
vir ou voltar
ou sair da mente,
definitivamente.
A praça é um lugar
de paz, de espera, de dor, de vida, de amar.
A praça é um lugar para pensar.






Arrasou, Juliana. A Praça da Liberdade é um lugar cheio de histórias mesmo. Adoro!
Como morei sempre em BH, consigo me relacionar demais com seu poema! Gostei bastante das diversas sensações que tive lendo o poema, além de ter suscitado vááárias memórias, mesmo. Gostei muito e gostei mais ainda por ter tido vários flashes de momentos MUITO importantes na minha vida que ali aconteceram.
Abraços!